As Nuvens e o Ego

Estou em um avião agora e conforme olho para as nuvens lá fora eu me lembro dos ensinamentos de Um Curso Em Milagres. Estas nuvens são como o nosso ego e o sol representa a Luz Divina nesta analogia.

Quando você perde seu centro, é como se você estivesse no chão olhando para cima e não vendo o sol. Parece que ele não está lá e que nem sequer existe. Mentalmente, você sabe que o sol está lá, mas você não pode sentir seu calor. O sol está sempre lá. Não sai para fazer nenhuma outra coisa. Sempre está lá irradiando a luz e aquecendo nosso planeta. Assim como o sol, a Luz Divina está sempre lá irradiando nosso coração.

O piloto neste momento é como o Espírito Santo. Ele sabe como levá-lo do chão para o seu destino. Ele sabe a direção, e mais importante, ele sabe como chegar lá. Você não precisa saber como pilotar um avião para chegar onde quer. Sua confiança está no piloto que vai levá-lo a seu destino. Da mesma maneira, você confia nessa energia interior que está mesmo dentro de você e que te guia de volta ao teu centro.

As nuvens representam o ego. Às vezes são muito grossas, densas, escuras e cinzas, às vezes são apenas nuvens claras. Mesmo assim, são nuvens: elas estão bloqueando seu contato com o sol. Seu ego bloqueia você no seu contato com o teu Ser maior.

Agora, quando você atravessa as nuvens, o que acontece? Na maioria das vezes é instável. Talvez haja alguma turbulência. Você pode sentir medo, você pode até vir a orar a Deus para salvá-lo. Se as nuvens se tornarem uma tempestade, a viagem se tornará realmente irregular e assustadora. Você pode até lamentar que pegou aquele avião. Mas você não poderia chegar ao seu destino sem passar por isso. Assim é como muitas vezes nosso crescimento espiritual se apresenta.

Se você quiser chegar ao seu destino - sua moradia, seu templo interno - você precisará entrar nesse avião - aquele caminho que viaja para dentro. Ele pode ficar instável e assustador, mas eu prometo a você, você vai chegar com segurança porque a Luz está lá dentro esperando por você.

À medida que você progride em seu caminho de auto-descoberta, você perceberá que as nuvens se tornam cada vez mais claras e leves até o ponto em que não haverá mais nuvens.

Você está ficando agora mais perto de sua moradia interna; seu templo interno. Você está de fato, se tornando tua própria moradia. O lar está dentro de você como você. Você vai entender então que a aeronave nunca decolou e tudo era como um jogo de vídeo, uma simulação que você criou há muito, muito tempo atrás.

Roberta Tachihara

24 de Maio de 2014

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